(Livro) El Legado Escrito de los Pueblos Paleohispánicos de Carlos Jordán Cólera

Publicado pela Universidad de Zaragoza, "El Legado Escrito de los Pueblos Paleohispánicos" é uma obra académica dedicada ao estudo das formas mais antigas de escrita utilizadas na Península Ibérica antes da romanização.

"As evidências diretas e indiretas são o principal motor para a compreensão dos sistemas de escrita, das línguas e, em parte, das culturas das comunidades paleohispânicas nas cinco áreas epigráfico-linguísticas conhecidas: a sudoeste, com implicações para o mundo tartéssico e turdetano; a ibérica, com predominância do universo ibérico, mas também do turdetano; a celtibérica, ocupada pelos celtiberos, bem como por outros povos celtas; a vascónica, que começa a tornar-se um território sem escrita; e a lusitana, inserida no território de nome galego-lusitano."

O livro analisa o legado escrito deixado por povos como os tartésios, iberos, celtiberos, vascões e lusitanos, mostrando como essas comunidades registravam a sua língua, identidade e organização social por meio de inscrições em pedra, cerâmica, moedas e outros suportes. O autor interpreta esses textos não apenas como documentos linguísticos, mas também como fontes essenciais para compreender os aspetos religiosos, culturais e históricos dessas sociedades.

A obra está dividida em seis capítulos, nos quais são abordados temas como os conceitos de “paleohispânico” e “pré-romano”, a documentação indireta (fontes epigráficas e não epigráficas), a documentação direta, o estudo das estelas, como a Estela de Mealha Nova, bem como as diferentes áreas epigráficas da Península: ibérica, celtibérica, vascónica e lusitana.
Na área ibérica, o autor trata da definição epigráfico-linguística, da toponímia, dos aspetos fonéticos da língua, das inscrições funerárias, dos objetos de uso doméstico (instrumenta domestica) e das lendas monetárias.
Na área celtibérica, são analisados os sistemas de escrita utilizados, o uso do alfabeto latino, as inscrições em utensílios do quotidiano, recipientes de cerâmica e metal, placas, inscrições funerárias, além de aspetos paleográficos e linguísticos da língua celtibérica.
No que diz respeito aos vascões, o livro aborda a definição epigráfico-linguística, a toponímia regional, o Mosaico de Andelo (entre outros), os textos considerados documentação direta, bem como os antropónimos (nomes próprios) e os teónimos (nomes de divindades).
Por fim, na área lusitana, são estudadas as inscrições integralmente em língua lusitana, os textos bilíngues em latim e lusitano, o corpo teonímico galaico-lusitano e os aspetos paleográficos dessa língua.

Trata-se de uma obra fundamental para quem deseja aprofundar o conhecimento sobre o legado linguístico da Península Ibérica e sobre os vestígios escritos deixados pelos seus povos antigos. 
O livro conta ainda com numerosas ilustrações, mapas e tabelas, que tornam a leitura mais clara e enriquecedora.

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